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José Gonçalves de Souza JúniorGestão de Supply Chain | Produção | Logística

Realizações › Planejamento e atendimento

Produção puxada por Kanban com código de barras reduz inventário e torna as entregas mais confiáveis

Empresa
Ford-TCA (1988–1999)
Setor
Automotivo (chicotes elétricos)
Cargo
Coordenador de PCP e Expedição
Escopo
PCP, produção e expedição

Resumo executivo

As ordens de produção não acompanhavam as necessidades dos clientes, o que gerava atrasos, estoques altos e fretes aéreos emergenciais. Implantei, adaptada à realidade local, a metodologia Kanban usada numa unidade do grupo em Portugal: etiquetas de código de barras e ordens geradas a partir das necessidades dos clientes via EDI. O resultado foi uma produção mais enxuta, com menos inventário de produtos acabados e entregas mais confiáveis.

Problema e contexto

A produção de chicotes elétricos não correspondia às necessidades dos clientes automotivos. O resultado eram atrasos na entrega da programação, estoques elevados e fretes aéreos frequentes para cobrir faltas.

A análise mostrou a causa: as ordens de produção geradas pelo sistema de gestão eram inconsistentes com o que os clientes realmente pediam. No setor automotivo, uma entrega atrasada pode parar a linha de montagem do cliente.

Objetivo

Implantar um novo modelo de programação da produção para atender 100% das necessidades do cliente, no prazo e na quantidade solicitados.

Minha responsabilidade

A implantação ficou sob minha responsabilidade. Conheci o processo em funcionamento na unidade de Portugal e, de volta, conduzi a adaptação local. A área de informática foi essencial para integrar o MRP às necessidades recebidas por EDI, e as equipes de produção e expedição passaram a operar o novo fluxo.

Solução implementada

  1. Diagnóstico: levantei as causas dos fretes aéreos, dos atrasos e dos estoques altos e identifiquei a inconsistência entre a demanda e as ordens geradas.
  2. Referência: estudei a metodologia de PCP já usada numa unidade do grupo em Portugal.
  3. Etiqueta: desenvolvi primeiro a etiqueta de código de barras, de acordo com as exigências dos clientes.
  4. Quadros Kanban: após a aprovação da etiqueta, criei quadros por linha de montagem, com as ordens geradas pelo MRP a partir das necessidades recebidas por EDI.
  5. Produção puxada: as etiquetas passaram a acompanhar todas as etapas, do corte à montagem, aos testes finais e à expedição, onde a leitura do código de barras dava baixa por lote nos componentes usados.

Resultado

Comparação qualitativa
AspectoAntesDepois
Origem das ordensSistema de gestão, com ordens inconsistentes com as necessidades dos clientesNecessidades dos clientes (EDI) puxando a produção
Baixa de componentes—Por lote, pela leitura do código de barras

O objetivo foi atingido, com estes ganhos relatados: produção mais enxuta, menos inventário de produtos acabados no processo e na expedição, menos obsolescência, menos entregas extraordinárias por falta de produto e mais credibilidade nas entregas.